Falta de logística emperra o desenvolvimento do setor mineral em MT

Foto: Helder Faria

Apesar de ser terceiro maior produtor de ouro no Brasil, o setor da mineração regional esbarra nas dificuldades de logística, assim, como as demais áreas de produção primária, para suas negociações externas e internas, no país. A questão foi tema da última reunião do  Grupo de Trabalho – GT, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, criado para propor a implementação de políticas públicas, para a exploração dos recursos minerais no estado. A reunião foi presidida pela vice-presidente do GT,  Thaís Costa. O GT é uma iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB).

O representante da Agência Nacional de Mineração em Mato Grosso, Jocy Miranda, reiterou que a falta de logística é o maior gargalo para o desenvolvimento do setor mineral no estado. A constatação está burocracia para a normatização de políticas públicas, para que os investimentos aconteçam e permitam avanços. Ele chamou a atenção, também, sobre o ranking em que Mato Grosso desponta como o terceiro maior produtor de ouro do Brasil, com a produção que varia de 18 a 20 toneladas por ano. O Pará lidera o ranking, seguido por Minas Gerais.

A mineração tem apresentado boa evolução de calcário, ouro e um pouco de diamante. Há perspectivas de produção de outros bens minerais, como zinco, em Aripuanã. E já tem jazidas descobertas, ainda em fase de estudos de viabilidade, de cobre, na região norte do estado.

Segundo o especialista, um grama do ouro mato-grossense está avaliado em R$ 600, um recorde. Além disso, Miranda destacou a produção de jazidas de minério de ferro, de manganês, que também perdem com a dificuldade do transporte desses produtos, por caminhões  e a falta de um pólo industrial, que reduziriam as perdas da produção.

“Então é inviável levar isso por caminhões. Daí a importância desse grupo de trabalho para debater o assunto até a criação de políticas públicas para o setor avançar”, explicou Miranda.

De acordo com Taís Costa, a ideia central é a criação das políticas públicas, tanto que a discussão ampliada vem sendo realizada há quase dois anos, desde a Câmara Setorial Temática (CST). “Estamos ouvindo os envolvidos e construindo isso junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico”.

A suplente de deputado estadual, analista ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Sheila Klener reforçou a importância de Mato Grosso oferecer melhores condições para o setor. “O que acontece aqui são políticas já implementadas pelo governo federal”, disse Sheila.