Um projeto apresentado pela Rota do Oeste Concessionária para retirar a BR-163 da área urbana de Jangada, causou apreensão aos comerciantes ao longo da rodovia. No entanto, a decisão final será da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). que tem a função de harmonizar os interesses dos usuários do sistema rodoviário no Brasil. Durante uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na Câmara de Vereadores do município, a concessionária anunciou que em breve, uma obra de duplicação no perímetro urbano, poderá transferir o trânsito de caminhões pesados de dentro do município, contornando o tráfego para o entorno da cidade. A empresa também trabalha com a possibilidade de uma via única dentro da cidade e outra por fora, para atender uma antiga reivindicação da população e comerciantes, que preferem ter a circulação de veículos pesados e garantir o fluxo financeiro no município, como existe há décadas.
Além das receitas municipais e dos governos estadual e federal, Jangada ganhou destaque por suas pastelarias ao logo da rodovia que são paradas obrigatórias de viajantes rumo ao norte do estado e vice-versa, na região da baixada cuiabana. Além disso, os demais comércios estabelecidos ao longo da BR-163.
A polêmica foi tema de uma audiência pública na última sexta-feira (14), na Câmara de Vereadores de Jangada com a presença dos diretores da Rota do Oeste, políticos e a população. “Pela população e comerciantes, eles preferem que o tráfego pesado continue dentro da cidade”, disse o prefeito Rogério Meira (PSD), que também defendeu a permanência da rodovia na área central da cidade.
De acordo com o prefeito, a cidade depende de receitas próprias do comércio e de repasses constitucionais federal e estadual que varia entre R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões mensais. “Faz tempo que estamos dialogando sobre o assunto com a Rota do Oeste e agora esperemos atender a todos depois dessa audiência pública”, argumentou o prefeito.
O presidente da Câmara de Vereadores de Jangada, Benys Mamedes (PSB), avaliou que a retirada da BR-163 da área urbana da cidade, afetará o desenvolvimento do município, que tenta amenizar a questão do desemprego, entre jovens e adultos. “Certamente que será um grande prejuízo para a nossa sociedade com a ampliação do desemprego num momento que buscamos amenizar essa questão”, afirmou o vereador.
Ele acredita na sensibilidade da ANTT por meio da Rota do Oeste que levará o relatório da audiência pública para avaliação do órgão federal decretar o rumo do município com a obra de duplicação da rodovia. “Os vereadores estão empenhados nessa luta para que a BR -163 continue dentro da nossa cidade”, afirmou o vereador.
A única mulher vereadora, Geisiany Rodrigues (MDB), também reiterou apoio a permanência da rodovia na área urbana da cidade. “São comerciantes muito antigos e os motoristas que passam por aqui estão acostumados fazerem paradas nas pastelarias e demais comércios da cidade”, justificou a vereadora.