MT é o estado com maior número de mortes por dengue, zica e chkungunya no Brasil
O médico Luiz Fernando alerta para a continuidade das precauções pelo poder público e sociedade contra essas doenças
O Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, aponta que a maior parte das mortes por chikungunya no Brasil, em 2025, está concentrada no Mato Grosso: das 19 registradas até esta terça-feira (25), 16 ocorreram no estado, fora outros nove óbitos que estão sendo investigados. Preocupado com a propagação da doença, o médico ortopedista, Dr. Luiz Fernando, reforça que a principal forma de lutar contra ela, continua sendo a eliminação da proliferação do mosquito Aedes aegypti, que é o seu transmissor. Para isso, é preciso eliminar locais onde o mosquito pode se reproduzir, como água parada em recipientes.
Conforme o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são: Febre, dores intensas nas articulações, edema nas articulações (geralmente as mesmas afetadas pela dor intensa), dor nas costas, dores musculares, manchas vermelhas pelo corpo, prurido (coceira) na pele, que pode ser generalizada, ou localizada apenas nas palmas das mãos e plantas dos pés, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, conjuntivite não-purulenta, náuseas e vômitos, dor de garganta, calafrios, diarreia e/ou dor abdominal
Sendo assim, o médico ressalta a importância da criação de políticas públicas permanentes, por parte da prefeitura de Cuiabá. E reitera que atos e campanhas contínuas de conscientização juntos aos cidadãos, poderão diminuir atitudes imprudentes, geradas, em sua grande maioria, pela falta de informações.
Conforme Dr. Luiz Fernando, o tratamento da chikungunya é feito de acordo com os sintomas. Segundo ele, até o momento, não há tratamento antiviral específico para a doença. A terapia utilizada é analgesia e suporte. É necessário estimular a hidratação oral dos pacientes e a escolha dos medicamentos devem ser realizadas após a avaliação do quadro clínico da pessoa, com aplicação de escalas de dor apropriadas para cada idade e fase da doença.
“Em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos, evitando sempre a automedicação”, orienta Dr. Luiz ao reiterar que prevenção é o melhor caminho para combater o aumento da incidência da Chikungunya. “Precisamos nos unir contra a doença. O Poder Público precisa agir, fazer a parte dele e nós população, precisamos ajudar”, conscientiza o médico.